cantinho mofado

maio 3, 2009

Pense, aja

Filed under: Dissertação, Redações — Tags:, , — Ana Elisa @ 6:13 pm

“Pense globalmente, aja localmente.” É o que se vê em várias campanhas para reciclagem, gastos de energia, defesa do meio ambiente… Não que ela esteja de todo errado, é bom sim fazer sua parte e não deixar agravar ainda mais a situação do planeta.

Ao somar os danos já causados ao mundo, qualquer pequena ação já perde seu valor, pois o que tem de errado hoje não atinge somente um pequeno número determinado de pessoas, mas sim números consideráveis.

A individualidade em resolver problemas não tem sua eficácia garantida, porque para se alcançar resultados globais e que realmente melhorem a situação atual são necessárias bilhões de pessoas, o que, devido ao acomodamento dos bens modernos, é algo inalcansável, por mais que as campanhas tentem.

“Pense, aja.” Esse deveria ser o tema de todas as campanhas, principalmente para efeito de ações globais, e que devido ao fato de tanta burocracia nada é feito para mudar a situação estagnada que depende somente de pequenas participações. É necessário apoio de gigantes, para mover os pequenos.

Uma questão de planejamento

Filed under: Dissertação, Redações — Tags:, — Ana Elisa @ 12:48 am

Numa lista de 178 países em que o Brasil se encontra em 14º lugar em disparidade social, logo depara-se com uma situação a qual faz parte de nosso cotidiano: A prática de dar esmolas. A falta de políticas públicas que atendam por completo todos os cidadãos faz com que indivíduos que vivem à margem da sociedade procurem essa situação para tentar sobreviver.

Da mesma maneira a qual essas pessoas procuram essa prática para buscar algo que lhe sustente a vida e de sua família, outras se aproveitam da situação de “caridade” alheia e assim conseguir dinheiro fácil para drogas ou vícios. Como nunca se pode saber qual é o verdadeiro destino da esmola, essa ajuda geralmente é dada por conta da situação desagrdável que se forma.

As campanhas publicitárias contárias às esmolas, geralmente realizadas por gorvernos e órgãos públicos, reforçam o provérbio: “Não se deve dar o peixe, mas ensinar a pescar.” Mas ao pensar dessa maneira, os governos deveriam antes ter estrutura social para abranger os que precisam de trabalho e, principalmente, comida. A esmola ajuda, mas não soluciona os problemas sociais. A longo prazo, o ideal seria mesmo ensinar a pescar. Como nos faltam anzóis e iscas, o problema cada vez mais é adiado.

Dezoito anos é uma vez na vida

Filed under: Narração, Redações — Tags: — Ana Elisa @ 12:30 am

Abri os olhos e vi a luz do sol pelas frestas da janela. Fiquei observando como elas se alternavam ao passar dos carros. Era um dia de semana comum, então estava sozinha em casa.

Minha mãe e eu temos o costume de deixar recados em cima do braço do sofá, pois estudo à noite e ela trabalha de dia. Só que hoje, por ser um dia especial, meu aniversário de dezoito anos, além do natural bilhete com beijinhos, havia um pacote endereçado a mim.

Abri desesperadamente como se nao tivesse a manhã toda para aproveitar o momento. Primeiro, tirei uma foto danificada, como se tivesse sido exposta ao sol por muito tempo. Na foto estava aquele bebê que tanto conhecia, com aquelas roupas horríveis, era um retrato meu.

Ao enfiar a mão mais ao fundo do pacote, retirei um CD tentando ser envolto a uma folha totalmente branca. Era um CD sem banda, como se tivesse sido gravado em casa. Liguei o DVD e coloquei para tocar. Esparramei-me no sofá e fiquei esperando começar.

A voz soava bastante familiar, tranquila e envolvente. Depois de ouvir a música várias vezes seguidas, percebi que era a única do CD e quem cantava era uma amiga que havia passado muito tempo longe.

A música tinha uma letra especial para a gente, tínhamos vivido separadas por muito tempo e agora nos comunicávamos poe emails e cartas nas ocasiões especiais. Essa era a única certeza que eu tinha, que Marina tinha feito esse pacote misterioso.

Não demorei muito para correr ao telefone e ligar para ela para entender o significado maior por trás de tudo. Ela, na sua calma oriental que me encanta até hoje, atendeu o telefone, me deu os parabéns, falou das responsabilidades assumidas (e que agora eu realmente poderia dirigir o carro dela) e finalmente me disse:

- Entendeu o meu presente?

- Pra ser realmente sincera, não.

- Nem ao menos o CD?

- Ah, tá, o CD sim. Mas e a foto e a folha?

- A foto é uma cópia da que eu guardo sempre comigo, desde a época em que nos conhecemos. Ela tomou um pouquinho de sol porque fica ao lado da minha cama. Qualquer decisão que tomo é com sua ajuda. A folha em branco é pra dizer que nossa amizade tem um longo caminho a seguir. E nessa fase complicada da vida, de várias decisões e dificuldades, que a gente tenha sempre um tempinho para colorir nossas vidas.

Fiquei durante minutos estagnada no ar. Terminamos o assunto meio que por inércia, pois ainda não compreendia o quanto importante ela era para mim. Ao pegar um lápis verde, vi que minha vida tinha começado de novo.

« Posts mais recentes

Tema: Shocking Blue Green. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.