cantinho mofado

maio 23, 2009

Reciprocidade

Filed under: Dissertação, Redações — Tags:, , , — Ana Elisa @ 1:37 pm

“Você, sempre jovem.” Esse é o slogan que faz vender milhares de cosméticos para evitar as rugas. E assim continuarão a vender, devido aos padrões impostos pela sociedade, que deixam o idoso em situação de esquecimento, em que não são respeitadas suas experiências de vida, muito menos seu trabalho desempenhado no passado.

Se o jovem tivesse fixa a idéia de que cada segundo que passa está mais próximo de sua velhice, criaria em sua cabeça, independente de sua vontade uma conscientização, pois espera ser tratado da mesma maneira no futuro. Apesar de existir inúmeros produtos para mantê-lo jovem, a natureza é sábia, e não existe colágeno ou botox que a impeça de progredir. O jovem tem uma insaciável vontade de descobrir o mundo por suas próprias mãos, porém de que vale tanto esforço se não compartilhar essas experiências com o mundo, ou melhor, com seus netos.

O jovem esquece de suas responsabilidades futuras, pois está cego de teorias mal estruturadas e não adequadas ao mundo atual, como Carpe Diem. Não só deixa de dar importância a um possível legado, com também deixa no esquecimento outra fonte de aprendizado, formadora de nossa história, o conhecimento oral e prático. É ótimo poder fazer o que se pensa, melhor ainda é poder ser fonte de conhecimento e atenção de todos, como os idosos deveriam ser tratados.

maio 22, 2009

Foco pequeno, porém preciso

Filed under: Dissertação, Redações — Tags:, , — Ana Elisa @ 10:23 pm

Em vários países do mundo, e agora recentemente no Brasil, precisamente em São Paulo, é proibido o uso de cigarros em locais públicos fechados, numa tentativa de diminuir os males do cigarro. É uma ação com boas intenções, visto que os não-fumantes não são obrigados a conviver com a toxinas e outros malefícios do cigarro. Embora seja uma boa idéia, o governo não pode impedir o cidadão de fumar dentro de sua casa ou na rua, pois o cigarro é uma droga lícita, isto é, funciona como qualquer outra mercadoria no Estado brasileiro.

Se utilizar imagens chocantes na embalagem do cigarro é alegar a criação de uma política pública, é necessária a revisão de conceitos por parte do governo, pois se torna assim uma omissão de culpa, que é passada ao cidadão por ter tal vício, e que muitas vezes não é; o que lhe faltou foi a conscientização. Apesar de haver campanhas contra o tabagismo, não são de grande alcance e não atingem a faixa de idade que determina o fator de fumante e não-fumante: entre 14 e 18 anos. Porém, como visto na pesquisa de Dr. Ricardo Teixeira, a família a qual o fumo é proibido tem consciência sobre seus riscos.

O ciagrro é caso para o governo se precocupar, mas se houvesse prejetos em que o foco fosse os jovens e suas famílias, teria maisor efeito do que apenas amedrontar por meio de imagens desagradáveis. Não só diminuiria seu número de mortos por complicações do cigarro, como também deixaria fechado um possível caminho para drogas ilícitas. De maneira simples é que se obtem resultado, portanto é necessário foco pequeno porém preciso, para se ganhar no futuro.

maio 4, 2009

Ecoterrorismo

Filed under: Dissertação, Redações — Tags:, — Ana Elisa @ 9:39 pm

As ações ecoterroristas estão cada vez mais comuns no cotidiano. O que, na verdade, é uma tentativa (apelativa) de “salvar” o mundo, tendo em vista os danos já feitos pelo homem e sua sociedade. Embora muitas vezes esse método funcione, os estragos ainda superam essas ações.

Envenenar panetones, destruir laboratórios, incendiar empresas. Se estas obras são o único meio de chamar atenção à causa em questão, há de se precaver o dano causado à própria espécie, pois assim, grandes avanços tecnológicos são impedidos. Apesar dos ecoterroristas pregrarem um bem comum em um futuro próximo, não levam em consideração um bem presente, mesmo sabendo que existem leis para regulamentar pesquisas e emissões de poluentes.

Não é possível a comparação entre homens e animais, pois o animais sabem em seu instinto como conviver em harmonia com o ambiente. Contanto que o ecoterrorismo deixe de ser terrorismo e faça criar conscientização, só assim poderá ser cogitada a igualdade e equilíbrio entre homem e ambiente.

Tecnologia na educação

Filed under: Dissertação, Redações — Tags:, , — Ana Elisa @ 12:06 am

Ao ver que as novas gerações já nascem em frente ao computador e que este é praticamente um membro da família, surge a questão se a educação por ele transmitida tem o mesmo efeito de um aprendizado à giz e lousa.

O primeiro fator de discussão é a inclusão da informática no método de ensino. O computador, tão atraente às crianças pela facilidade de entendimento e pelo despertar da curiosidade, faz com que haja dinâmica no método. Deve-se dar atenção que nem tudo que encontramos no mundo digital é verdadeiro, e esta é a grande falha neste instrumento. Para que haja harmonia entre computador e ensino, é necessário um acompanhamento durante seu uso.

O segundo fator é a comodidade que o computador traz. Uma coisa é ser usado com crianças para desenvolvimento da criatividade, outra coisa é um possível ‘atrofiamento’ de uma mente mais velha. A rapidez das informações provenientes do computador, principalmente da internet, causa uma falta de exercício ao cérebro. Essa situação cria mentes preguiçosas, que, com um pouco mais de ‘exercícios’ poderiam se tornar brilhantes.

As duas situações contrárias chegam a uma mesma conclusão. Não se pode abusar da tecnologia, mas é necessário extremo cuidado para que esta seja empregada nos meios educativos.

maio 3, 2009

Futuro agora

Filed under: Narração, Redações — Tags: — Ana Elisa @ 11:54 pm

“Uma série de experimentos conduzidos por um grupo de pesquisadores de São Paulo está ampliando a perspectiva de que, no futuro, seja possível criar a droga da justiça.

Largou o jornal em cima da mesa. Camila sabia antecipadamente, pois tinha escrevido a matéria. Recém-formada, depois de muitos estágios em vários jornais, agora tinha um parte do jornal só sua. Devia respeitar a posição do jornal, que na parte de ciência, comentários pessoais não eram muito bem-vindos.

Ficara inconformada que, depois de milhares de anos, o ser humano para ser justo tinha que se medicar. Sabia também que não era perfeita, mas tentava em suas ações prevalecer o bom-senso.

Passou o dia com o possível futuro na cabeça. Talvez um pouco mais inquieta do que o normal. Rascunhava umas idéias, mas nada muito profundo. Até que que um amigo ligou.

- Adorei a matéria, Camila, cada vez mais encontrando novidades!

- É, mas que você acha?

- Que nunca vão encontrar… Impossível.

Terminou a conversa, postou os rascunhos de suas idéias em seu blogue e pesquisou temas para sua próxima matéria.

Arrumou-se para dormir. Tomou seus remédios. Necessitava deles para viver e ser racional. Deu-se conta de que era nada mais do que seu próprio futuro.

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